0 - R$ 0,00

Aviso Sobre Cookies:

Esse site utiliza cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

BLOG

Prazer e Dor: por dentro do Sadomasoquismo 09/08/2020 10h13 | BY Anônimo

180

Prazer e dor, no sexo, levados ao limite. O que vem à sua cabeça quando lê ou vê algo sobre isso? Quem leu ou viu a adaptação para os cinemas de 50 tons de Cinza vai lembrar: o romance entre a inocente estudante universitária Ana Steele e o bilionário sedutor Christian Grey não tinha nada de “água com açúcar”. À medida que a história avança, as intenções de Grey são reveladas: mais do que sua amada, Ana era objeto de sua dominação. Para ser mais claro: o bonitão é sadomasoquista!


O sucesso do livro (recorde de vendas há algum tempo) e do filme aumentaram e muito a curiosidade sobre o que se convencionou chamar como Universo BDSM: Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo), prática sexual que tem como pontos principais a dor e a troca de controle para chegar ao máximo de prazer. Para os casais ousados e curiosos, é um mundo a ser descoberto. 


Primeiro, é bom explicar alguns conceitos. Nosso foco é falar sobre Sadomasoquismo. Como o nome sugere, é a junção de duas coisas: o sadismo (prazer ou satisfação ao impor sofrimento físico e/ou moral a alguém) e masoquismo (quando a própria pessoa sente prazer ao ser humilhada física ou moralmente). 


Como é costume por aqui, vale fazer um rápido passeio pela História. Quem desenvolveu os conceitos de Sadismo e Masoquismo foi o psiquiatra alemão Richard Von Kraftt Ebing (1840-1902). O tema foi abordado no livro “Psychopatia Sexualis”, publicado em 1866. A obra tem algumas curiosidades: mesmo sendo escrita para juízes e médicos, em uma linguagem técnica e com muitos termos específicos, se popularizou e foi traduzida para vários idiomas. Von Kraftt defendia que o sexo era algo exclusivamente voltado para a reprodução, e toda forma de prazer era entendida como perversão. 


No século XIX, quando foi escrito o livro sobre o tema deste post, o sexo era visto dessa forma, como algo formal, engessado. O prazer feminino, por exemplo, era tabu. Naquela época, muitas mulheres sofriam um mal identificado como histeria, um distúrbio mental específico, comum no século XIX, que se manifestava fisicamente por meio de sintomas como confusão mental, desmaios, falta de ar, espasmos musculares, apatia em relação ao mundo exterior, anestesia e paralisia. Uma das curas para esse mal, como se acreditava na época, era o orgasmo. Era uma questão de saúde, não de prazer. 


Um produto erótico que faz muito sucesso hoje nos sex shops foi inventado naquela época. O vibrador teve versões curiosas: a vapor (feito de aço, era pesado e mais parecia uma máquina da Revolução Industrial; não foi à toa que recebeu um nome bem sugestivo: “The Manipulator” ou simplesmente “O Manipulador”; foi criado pelo médico norte-americano George Taylor), à manivela (bem mais leve que o modelo de aço, a invenção de médico inglês Joseph Mortimer Granville oferecia mais praticidade) e finalmente a portátil, que chegou ao mercado em 1889 e fez muito sucesso. Mas, seu uso era mais uma recomendação médica do que um empurrãozinho na hora H. 


O tempo, a ciência e mudanças sociais são fatores que levaram o sexo a ser entendido de outra maneira pela sociedade. Com a evolução da Psicologia e a criação da Psicanálise pelo neurologista Sigmund Freud (1856-1939), foi descoberto que a já comentada histeria representava um grito de socorro feminino contra a repressão sexual e que esse problema tinha origens psíquicas. Ao longo dos anos sentir prazer, e dor, claro, durante as relações não tinha nada de bizarro. 



Dicas de como começar… 

Experimentar o sexo de maneira mais intensa e dolorosa, vamos dizer assim, exige alguns cuidados. Não dá pra chegar do trabalho e amarrar a mulher na cama ou pedir para o marido fechar os olhos e prendê-lo com algemas. 



1-Diálogo e Confiança

 

Base de qualquer relacionamento, esses dois pontos são importantíssimos para que os parceiros façam algo diferente nos momentos íntimos. Os dois devem se sentir à vontade para isso. 

 

2-Conhecimento de si e do outro

 

Outro ponto que deve ser levado em conta é conhecer bem o próprio corpo e de quem está com você. Reconhecer limites, seus e do outro, ajuda a saber até onde vocês podem ir e as maneiras para aproveitar a experiência da melhor maneira possível. 



3-Senha ou Palavra de Segurança:

 

Para garantir que ninguém saia machucado ou passe do limite, é importante escolher uma palavra de segurança ou senha para ser dita em momentos de dor mais intensa. É fundamental respeitar esse combinado. Especialistas em sexualidade e psicologia dizem que a melhor opção é usar palavras comuns, mas, que não seriam ditas nesse contexto como “céu”, “mar”, “lua”. O mais importante é: quando a palavra escolhida for dita, quem está no controle deve parar imediatamente. 

 

4-Atenção aos acessórios

 

O objetivo do Sadomasoquismo é sentir/proporcionar prazer e dor ao parceiro, mas, tudo deve ser feito de maneira segura. Fique atento ao material e à qualidade desses objetos

Vendas, cintos, braceletes, chicotes e outros itens devem ser comprados em lojas confiáveis. 

 

5-Atenção para curtir o momento 

 

Pouca coisa é pior do que transar pensando nos boletos pra pagar ou no trabalho que ficou pra amanhã. Isso é ruim numa relação comum, pior ainda quando o assunto é Sadomasoquismo. Por isso, tenha foto total. É importante observar o que a outra pessoa está sentindo, se ela está cansada ou com alguma dor. Um ponto interessante é o seguinte: sua observação sobre as sensações do outro pode ajudar no controle do orgasmo. A sintonia pode resultar numa explosão de prazer! 

 

O Sadomasoquismo tem alguns termos específicos. No sexo, informação nunca é demais. Para facilitar a sua vida, preparamos um pequeno dicionário. Veja só:

 

*Baunilha:

 

Palavra usada para quem pratica o Sadomasoquismo para se referir a quem não é adepto dessa prática. A palavra foi escolhida porque faz referência a um sabor comum de sorvete, sem grandes emoções;

 

*Dom e Domme:

 

Termos masculino e feminino para se referir a quem domina a situação. Dom, para eles, e domme, para elas;

 

*Cena:

 

É quando acontece o BDSM (lembra que falamos sobre isso no início do post?). Pode ser em qualquer lugar, basta que os parceiros comecem a exercer o papel combinado. Caminho aberto para a criatividade e a criação de jogos eróticos que deixam a relação bem mais quente;

 

*Coleira:

 

Pode ser tanto o acessório usado na hora do sexo ou um item usado pelos parceiros socialmente para sinalizar que entre eles há uma relação entre dominador (a) e dominado (a);



*Escravo:

 

Quem dá total controle ao outro durante o sexo;

 

*Switcher:

 

Usado para falar da pessoa que faz tanto o papel de dominador (a) e dominado (a);

 

*Sub:

 

Abreviatura de submisso (a).

Idéias e objetos para ajudar no clima...

Ninguém se torna especialista em Sadomasoquismo da noite para o dia. É necessário tempo, sensibilidade e consentimento do outro, claro, para avançar nessa prática. 

 

Usar a criatividade e colocar a mente para funcionar é o primeiro passo. Você já ouviu falar em roleplay? É quando as duas pessoas fingem ser outras e interpretam personagens. E aqui, vale muita coisa: criar um cenário, caprichar na fantasia e dar asas à imaginação!

 

Introduzir brinquedos eróticos na relação é uma boa pedida. Esses itens contribuem para o autoconhecimento e aumentam a intimidade entre os parceiros. Opção é o que não falta. 

 

Para os homens, sugerimos dois. O primeiro é a capa peniana. Feita em material macio, ela se adapta a diferentes espessuras do pênis. Perfeita para o sexo anal, ela conta com saliências massageadoras e relaxantes. Lembra que falamos, lá no início do texto, sobre o prazer na região do ânus? Então… esse brinquedo erótico pode deixar esse momento mais gostoso. Um detalhe interessante é que a capa vem com um anel que se prende ao escroto e ajuda a retardar a ejaculação, aumentando o tempo da penetração. Mas, atenção: o uso da capa não substitui a camisinha. 

 

O segundo é o anel peniano. Conhecido também como “cock rings”, é um dos campeões de vendas em Sex Shops. Um dos brinquedos eróticos mais procurados pelos casais justamente por ser simples e ter uma aparência inofensiva. Ótimo para quem quer sair da rotina e apimentar a relação de um jeito simples. Ele é colocado na base do pênis e serve para aumentar a estimulação. Há relatos de que esse brinquedo erótico torna os orgasmos mais intensos.

 

Para elas, uma ótima opção é a calcinha tailandesa: peça confeccionada em renda, que além de muito bonita, conta com um cordão em pérolas que massageia o clítoris e o pênis.

E claro, um clássico dos sex shops que elas adoram: o vibrador! O ótimo custo benefício, a simplicidade e a versatilidade são alguns fatores que explicam seu sucesso.

 

Com diálogo, respeito e consentimento, o sexo pode ser muito mais quente e divertido. Esqueça os tabus e seja feliz! Experimentar prazer e dor pode ser uma experiência pra lá de interessante.