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Saiba porque 2020 é um ano histórico para o sexo… 23/10/2020 12h00 | BY Anônimo

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A vida humana, desde as épocas mais remotas, pode ser dividida e explicada por meio de uma linha do tempo. As grandes invenções, as descobertas científicas, acontecimentos que mudaram o destino de milhões de pessoas e, claro, a forma como homens e mulheres se relacionam. Não é exagero dizer que 2020 já é um ano histórico. Há alguns meses nossa vida deu um giro de 180º: a pandemia do novo Coronavírus e seus desdobramentos interferiram de maneira intensa na nossa rotina. Planos desfeitos, viagens adiadas, projetos engavetados, encontros que vão ter de esperar… não faltam exemplos de coisas que tivemos que adaptar ou, por enquanto, deixar de lado. O isolamento social, o uso de máscaras e aplicação de álcool em gel nas mãos, práticas indicadas pelos especialistas para conter a disseminação do COVID-19, se tornaram hábitos para milhões de pessoas.


E esse ano também vai ficar marcado quando se fala de sexo. Para manter-se saudável, diminuir o tédio ou segurar a ansiedade, as relações passaram a ter um significado ainda mais importante. Exemplos disso não faltam. 


Vamos falar primeiro sobre brinquedos eróticos. Para se ter ideia, foram vendidos um milhão de vibradores entre os meses de março e maio deste ano. E a expectativa é que o número iria dobrar até o final do mês de agosto. A explicação para o boom nas vendas em tempos de quarentena é simples: muitos casais passaram a conviver por mais tempo em casa e precisaram encontrar artifícios para quebrar a rotina e apimentar a relação. A procura por sexy toys e produtos relacionados disparou, literalmente. 


A venda jogos, que simbolizam uma forma divertida e sensual de esquentar o clima entre quatro paredes, aumentou em 41%; a busca pelos chamados comestíveis eróticos (como pomada e géis, para citar dois) aumentou incríveis 113%. Essas informações fazem parte de um levantamento feito pela plataforma de comparação de preços Zoom e Buscapé a pedido da CNN Brasil Business. 


Outro ponto interessante: nós passamos a fantasiar mais a hora H! É o que aponta pesquisa feita pelo Kinsey Institute, uma das maiores autoridades mundiais em sexologia. 


Por falar nesse nome, vale refrescar a memória: já citamos Alfred Kinsey por aqui algumas vezes. Para quem nunca ouviu falar, a gente explica. Biólogo e pesquisador norte-americano, ele foi o responsável por estudos sobre as relações sexuais que marcaram o século XX. 


Com ajuda de três colaboradores e apoio financeiro da Fundação Rockfeller (instituição criada em 1913 que tem o objetivo de promover a saúde pública, ensino, pesquisa e filantropia), o biólogo entrevistou mais de 18 mil pessoas em todos os estados norte-americanos, entre 1938 e 1963. 



Algumas das descobertas feitas com a pesquisa: nas preliminares, 87% dos entrevistados trocavam beijos de língua, a estimulação manual dos seios era praticada por 98% deles e 49% das mulheres faziam sexo oral em seus parceiros. Tem mais: a masturbação era praticada por 92% dos homens e 62% das mulheres. O estudo também apresentou dados sobre a hora H: 47% das mulheres contaram chegar ao orgasmo “quase sempre” e entre 67% e 98% tiveram relações sexuais antes do casamento.


O resultado do trabalho foi publicado em duas etapas. Primeiro, em 1948, no livro “Sexual Behavior Of Human Male”, ou, “Comportamento Sexual do Homem”. A obra fez muito sucesso: 200 mil exemplares vendidos logo nos dois primeiros meses! Consequentemente, Alfred Kinsey se tornou extremamente popular. A segunda, em 1953, Sexual Behavior of Human Female (Comportamento Sexual da Mulher), não teve o mesmo impacto de vendas, porém, jogou luz sobre algo extremamente reprimido: o desejo feminino. A publicação repercutiu no mundo inteiro e influenciou diretamente a Revolução Sexual dos anos 1960. 


Voltando aos dias de hoje, a pesquisa do Kinsey Institute sobre sexualidade em tempos de pandemia traz revelações interessantes. Entre todos os entrevistados, 8% disseram que estão fantasiando muito mais e 27% responderam que estão fantasiando um pouco mais. Para compreender as motivações de 35% dos entrevistados com as fantasias, os pesquisadores preparam um formulário específico. 


Essas foram as respostas desse grupo: 49% fantasiaram para aumentar o tesão; 39% fantasiaram como forma de escapar da realidade; 34% fizeram das fantasias uma forma de atender as necessidades sexuais que não andam satisfeitas; 33% disseram que fantasiar ajuda para relaxar ou diminuir a ansiedade; 31% fantasiaram para compensar a ausência ou falta de um parceiro; 29% criaram fantasias para idealizar uma transa no futuro e 18% fantasiaram para atender necessidades emocionais que ainda não foram satisfeitas. 


Os pesquisadores também fizeram perguntas sobre o teor dessas fantasias: 47% responderam que imaginaram coisas que ainda não tinham feito; 41% dos entrevistados contaram que sua fantasia preferida havia sido modificada; 39% revelaram que as fantasias são sobre experiências sexuais já vividas; 35% disseram que suas fantasias são mais sobre atender necessidades emocionais e menos sobre o sexo em si; 29% responderam que imaginam situações para quebrar ordens de bloqueio ou da quarentena para fazer sexo; 23% contaram que fantasiam sobre ex-parceiros e 3% disseram que suas fantasias estão relacionadas a objetos do combate à COVID 19, como máscaras, luvas, macacões, etc. 


A explicação para esse contexto é que estamos limitados dentro de uma situação completamente atípica. E isso mexe muito com a cabeça de todo mundo, afinal, essa é a pior pandemia nos últimos 100 anos. 


O que fazer para não pirar… 

Em tempos de isolamento social, quarentena e enquanto a vacina não sai, é possível cuidar bem da saúde sexual. Algumas coisas dependem do contexto. Quem é solteiro deve redobrar a atenção com a proteção na hora H e também com a saúde dos parceiros. Se um dos dois teve sintomas do novo coronavírus (febre, tosse seca, cansaço, falta de ar, perda de paladar ou olfato) nos últimos 14 dias, a melhor ideia é adiar o encontro. 

 

Quem é casado ou mora junto com o (a) parceiro (a) tem algumas vantagens nesse momento…. (risos). Sozinho ou acompanhado, existem várias maneiras de atravessar esses meses de tanta ansiedade sem perder a cabeça. Confira as nossas dicas. 

 

1-Jogue o tédio para escanteio 

 

Independente de estar só ou acompanhado, há momentos em que o tédio bate pesado. Para sair dessa, existem ótimas opções. E o melhor: elas permitem conhecer melhor o próprio corpo e os limites do prazer de cada pessoa. 

 

Para as mulheres, uma boa pedida é o vibrador. Campeão de vendas e clássico dos produtos eróticos, ele criado no século XIX.  O custo benefício, a simplicidade e a versatilidade são alguns dos fatores que explicam seu sucesso. Existem vários tipos, dos mais simples aos sofisticados. 

 

A escolha do melhor modelo depende do gosto de quem procura.Vamos destacar dois agora. O bullet (bala/munição, na tradução do inglês) parece inofensivo, mas, cumpre muito bem o que promete: estimulação para aumentar a sensação de prazer. Portáteis, podem ser levados e usados (porque não?) em qualquer lugar. Se você curte uma aventura, é a opção ideal! Já pensou em sentir aquele tremor numa ocasião inusitada? Vale experimentar. 

 

Outro tipo que tem feito sucesso é o chamado Ponto G, parecido com o modelo tradicional, mas, com a diferença de uma “curvinha” justamente para estimular o ponto G da mulher. Bom para quem já descobriu o caminho da felicidade ou ainda está em busca dele. 

 

Para ter as sensações do sexo com outra pessoa, o produto erótico certo para o homem é o masturbador. Esse item conta com textura interna semelhante à pele, o que aumenta a sensibilidade. Entre os tipos mais comuns estão o Lanterna, em que o homem você tira a tampa e tem acesso ao orifício para introduzir o pênis. Esse modelo pode ter os formatos de boca, vagina ou ânus e contar com vibrador. Já o tubo é bem simples e objetivo: foco total no prazer. O Egg (ovo em inglês) tem uma proposta interessante: você “descasca” e preenche uma capa com lubrificante. Depois, é só colocar essa capa no pênis e curtir à vontade. Essa capa é elástica e pode ser esticada até a base do membro. Um bom brinquedo na hora da masturbação. Diversão garantida!



2-Não tenha medo de experimentar 

 

Com disposição, criatividade e diálogo, é possível elevar e muitos o patamar de prazer a dois. E os produtos eróticos podem ajudar muito nisso. 

 

Parceiros que querem aumentar a intimidade podem se valer dos  géis comestíveis, práticos e que podem ser aplicados na região íntima. Além de dar um sabor especial, contam com efeito esquenta/esfria, que proporciona sensações incríveis! 

 

Quem já deu alguns passos no terreno dos produtos eróticos tem mais facilidade para ousar.  Imagine uma peça íntima que mescla beleza e prazer. É o caso da calcinha tailandesa é uma peça íntima de acabamento com renda e fio de pérolas. Além de elegância e sensualidade na hora H, a lingerie tem um diferencial bem bacana: o fio de pérolas massageia o clítoris e estimula o pênis. Veste super bem e com certeza vai deixar seu parceiro muito mais animado! 

 

Os homens que querem aumentar o poder na cama podem contar com o anel peniano. Esse acessório tem uma função ligada à saúde e também à diversão sexual propriamente dita. Como assim? A gente explica. O anel peniano é indicado para quem sofre com um problema chamado pelos médicos de “fuga venosa”: uma falha no mecanismo responsável por impedir a saída de sangue do pênis durante a ereção. O anel serve para “segurar” o sangue e manter o pênis em estado de alerta durante a relação sexual. Agora, vem a diversão: o anel leva o homem a ter uma ereção mais firme e prolongada. 

 

A capa peniana também rende ótimos momentos: ela diminui o atrito entre o pênis e a vagina e torna a penetração mais intensa. O acessório é um belo reforço: deixa o órgão sexual ligeiramente maior, tanto no comprimento, quanto no diâmetro. E esse reforço pode ser entre 2,5 e 7 cm. Nada mal, né?! 

 

A pandemia do novo coronavírus reforçou na vida de todo mundo algo que nós, brasileiros, fazemos muito bem: se adaptar. Com atenção aos cuidados necessários e criatividade, é possível manter a vida sexual ativa e deixar o tédio bem distante. E lembre-se: tudo isso vai passar!